Zamer – As Três Portas | 13 – O Bordel

Olá, meu bom leitor!

Hoje vocês serão apresentados a uma nova personagem. Estão prontos?

Se você é novo aqui, esse é o capítulo 13 de Zamer, o primeiro livro que escrevi ainda em 2010. Toda semana eu posto um capítulo novo e se você quiser ler desde o início é só entrar na categoria Zamer que estão todos lá bem separadinhos.

Tenha um ótimo Ponto para Ler!

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Zamer – As Três Portas | 13 – O Bordel

Enquanto Nildan esgueirava-se por cima dos telhados como um gato, um gato desajeitado e barulhento andava tropeçando entre as telhas de barro queimado que cobriam o corredor, ele percebeu que era uma má ideia e acabou voltando para o seu quarto.

Ficou andando em círculos pensando em alguma solução, deveria mandar uma carta o mais rápido possível para Robert para alerta-lo que o Sr. Monteiro não o ajudaria e que ele estava voltando para Naua.

O que eu faço agora? Pensava enquanto dava voltas pelo quarto e parando esporadicamente na janela e observando o castelo sobre a luz do luar. Andar por cima do telhado não tinha sido uma ideia tão boa quanto imaginava, as telhas de barro queimado eram frágeis e quebravam com facilidade com o peso do seu corpo, deve ter quebrado no mínimo umas seis telhas em menos de cinco minutos que andou por cima do corredor.

Ele foi escoltado até o quarto e um soldado da cidade ficou de guarda na porta de seu quarto, sair pela porta não era uma boa ideia e andar por cima do telhado tinha sido uma péssima ideia, Tenho que achar o pombal e mandar a carta, pensava Nildan preocupado, Vou ter que fazer isso.

Ele foi ate a porta e a abriu, antes mesmo que pudesse dizer alguma coisa o soldado já segurou a porta.

– Senhor Bufant tenho ordens para que o senhor não deixe este aposento até a alvorada – disse o soldado em tom seco e decisivo.

– Sim eu sei – respondeu com a voz tremula e um pouco insegura – mas bem, eu estou com uma necessidade.

– Que necessidade seria senhor? Caso seja para urinar ou defecar, existe uma fossa particular neste aposento.

– Não são essas necessidades – Nildan estava começando a não achar as palavras – qual o seu nome soldado?

– Tibério Oswald – o soldado respondeu com um pouco de receio – mas o senhor ainda não me disse sobre essa sua necessidade.

– Soldado Tibério, acredito que você também esteja um pouco necessitado nesse momento.

O soldado fez uma expressão de que não compreendia o que Nildan dizia, e forçou para fechar a porta, enquanto fechava a porta ouviu Nildan dizer.

– Soldado, vá me dizer que não gostaria de ser chupado – ele parou de forçar a porta e a abriu devagar encarando Nildan.

– Senhor Bulfant, estou em serviço e não gosto de ser chupado por homens prefiro as mulheres.

– Não, você me entendeu errado Tibério – gaguejou – não pretendo fazer nada em você, digo de irmos a um bordel.

– Bordel?

– Sim – ele parece interessado, pensou Nildan ao ver o rosto do soldado – vamos nós dois, pegamos algumas putas e voltamos antes da alvorada, o que você acha?

– Eu tenho ordens para mantê-lo aqui.

– Pelo o que sei você tem ordens para não me perder de vista – Nildan o disse com um tom de provocação.

– Sim, mas – Tibério se encontrou um pouco confuso – o senhor não deve sair desse quarto.

– Tibério, que mal faria nós dois irmos a um bordel mais próximo para pegarmos mulheres e a possuímos.

– Seria… – o soldado pensou alto – ótim…

– Ótimo não é mesmo – ele esta caindo – e eu pago a sua mulher e uma boa caneca de cerveja escura para anima-lo mais.

– E as ordens?

– No meu entendimento você não estará descumprindo nem uma ordem – tenho que dar o cheque mate – estarei em um quarto impedido de sair da cidade antes da alvorada e você estará logo no quarto ao lado me “vigiando” e voltaremos antes da lua tocar o horizonte – o soldado fazia uma expressão de aprovação – pelo menos seremos aquecidos por belas pernas nesta noite, o que acha meu bom Tibério?

– Acho boa a ideia, mas temos que permanecer dentro do castelo.

– Entendo – Nildan se viu sem saída – você me obrigaria à força para ficar dentro deste quarto?

– Estou aqui para mantê-lo dentro do quarto senhor.

– Me bateria para que eu ficasse dentro deste quarto?

– Não posso.

– Então temo que deva me seguir até o bordel mais próximo, estou ansioso por uma boa puta.

Nildan saiu do quarto e se pôs a andar pelo corredor com determinação, o soldado ficou pasmo e o seguiu quase correndo e o segurou com força pelo braço.

– Você sabe que se ficar roxo – disse Nildan o olhando seriamente – você será punido, sou um enviado direto de um lorde do reino.

– Desculpe senhor – Tibério o soltou e o olhou com determinação – já que não poderei detê-lo, poderia ser ao menos duas cervejas escuras?

Nildan riu com satisfação, Consegui, pensou ele com prazer – Pago até três se você me levar há um bordel com lindas mulheres.

Os dois passaram pelo corredor que antes Nildan tinha tentado andar por cima das telhas e viu os buracos na cobertura do lugar que tinha feito para sua sorte Tibério não havia percebido, depois atravessaram um enorme pátio com árvores de pequeno porte e uma exuberante coleção de flores perfumadas que davam ao lugar um ar de paz.

Quando foram passar pelo portão que separava o castelo da cidade Tibério foi interrogado por uma sentinela para onde estava indo, apenas as palavras “Vamos à casa da Madame Rosane” foram suficientes para que os portões se abrissem sem nem um problema.

– Madame Rosane? – Perguntou Nildan após eles terem passado pelo portão.

– A dona da melhor casa da cidade.

Depois disso andaram por pouco mais de vinte minutos andando por ruas largas e depois entrando por uma ruela estreita que serpenteava por entre casas. A casa da Madame Rosane era uma estalagem feita de madeira de jatobá de três andares, no salão principal da casa havia varias mesas com cadeiras e um bar, o chão era coberto por vários tapetes cada um com uma imagem bordada de uma posição sexual, nas paredes pendia tapeçarias de mulheres e homens nus, pelo salão principal andavam as mulheres apenas com blusas de linho transparentes deixando os seus sexos e seios a mostra e homens com túnicas de linho transparentes deixando seus volumes entre as pernas a mostra, a estalagem estava cheia, vários homens conversando e bebendo enquanto davam tapas nas bundas tanto das mulheres como dos homens que andavam pelas mesas servindo as bebidas.

– Então o que você achou? – perguntou Tibério.

– Muito bom – Nildan sentia seu membro endurecer por debaixo da calça, em Naua não existia uma casa daquele jeito, e ainda mais com tantas mulheres lindas.

Tibério andava pelo salão e abraçando as mulheres como um freguês assíduo, até mesmo um homem abraçou Zacarias, Não gosta de ser chupado por um homem mas gosta de sentar em um, pensou Nildan que andava logo atrás dele, mas não conseguia retirar o olhar dos pares de seios que passavam por ele.

– Senhor Bufant – gritou Tibério já do outro lado do salão abraçado com duas mulheres. Nildan andou devagar sem conseguir retirar o olhar pelos corpos femininos que desfilavam ao seu redor.

– Quem são essas belas mulheres? – perguntou Nildan perplexo pela beleza que via, uma era um pouco mais baixa que Tibério tinha a pele branca como a neve e os cabelos negros como a noite e seu corpo era um pouco cheio, ela tinha os seios fartos e os bicos marrons escuros e duros, mas a outra foi quem Nildan mais se interessou, ela tinha o cabelo alaranjado como o fogo e poucas sardas na face que ostentava seus belos olhos verdes esmeralda e uma boca carnuda e avermelhada, seu seio não era tão farto como a da outra, mas eram de um tamanho proporcional ao corpo e eram duros e empinados e suas aréolas eram rosa clara.

– Seu amigo é um verdadeiro lorde – disse rindo a morena.

– Ou um virgem que não sabe se portar com uma puta – retrucou à ruiva.

– Ou um homem que sabe tratar uma linda mulher – Nildan disse encarando a ruiva.

Tibério riu com a pequena discussão – E então lorde Bufant, qual das duas você quer?

– Acredito que seja eu – a ruiva respondeu abraçando Nildan o dando um pequeno beijo no rosto – vamos subir ao meu quarto – disse em seu ouvido – se não sua calça rasgara – disse enquanto apertava suas partes com força.

Enquanto os dois subiam as escadas, Nildan sendo guiado pela mão da puta que estava bem segura em seu membro Tibério o gritou – Vejo que já vai se divertir, mas preciso antes das minhas duas cervejas e o agrado para essa aqui – Nildan não se deu ao trabalho de falar nada apenas virou jogou três peças de prata e deixou ser guiado ate o quarto.

Dentro do quarto a mulher já ia retirando a pouca roupa que a cobria e virando-se para Nildan – Então meu lorde o que você prefere que eu faça primeiro?

– Preciso de um favor – disse com a voz seria.

– Isso eu faço todas as noites – disse ela enquanto desabotoava as calças dele – prefere que eu comece com a boca, mão ou esfregue os meus peitos nesse pau?

– Eu preciso mandar uma carta, por um pombo – disse ele segurando as mãos da mulher e a olhando seriamente – quanto você me cobraria para fazer isso.

– E o sexo? – Perguntou ela sem entender o que acontecia.

– Não preciso, pelo menos hoje – corou a face com essas palavras – preciso urgentemente de mandar essa carta.

– O seu colega aqui diz o contrario – apontou com o olhar o volume na sua calça – mas já que você quer mandar essa carta, me diga uma coisa – encarou Nildan com um olhar perspicaz – o que eu ganharia em troca?

– Quantas peças de ouro que você quiser.

– Interessante – ela estudava o olhar de Nildan – acho que umas dez peças de ouro seriam suficientes, e para quem seria essa carta tão importante?

– Lorde Robert que esta no Vilarejo Naua.

– Vai sair mais caro.

– Acredito que você já pediu um preço muito alto.

– Para recorrer a uma puta a informação dentro desta carta deve ser valiosa, ainda mais para Lorde Robert – disse saboreando cada palavra – você esta como refém do senhor Monteiro não é mesmo.

– Não diria um refém – a voz de Nildan já estava entregando o seu nervosismo.

– Você pode até dizer que é um hospede, mas aquele soldado lá embaixo não o acompanhou até aqui somente para você achar uma puta para mandar uma carta por você, isso se ele souber da carta.

– Você é muito inteligente para uma puta.

– E você um pouco mais – ela sorri e sentou-se na cama – somente uma buceta para retirar um soldado de sua guarda e ainda faze-lo trazer seu refém, desculpe-me hospede.

– Então o preço será bem mais alto? – Nildan já começava a suar frio.

– Digamos que sim.

– Quanto?

– Até que dia você será hospede em Nouza?

– Até a alvorada, mas por que você quer saber isso?

– Por que você ira me retirar dessa cidade na Alvorada.

– Como? – Uma gota de suor já formava em sua testa.

– É o meu preço – disse ela – ou vou lá a baixo e digo aquele soldado às intenções do seu hospede.

Nildan não conseguia controlar mais o seu nervosismo, suava e suas mãos tremiam, tentou segurar uma mão na outra, mas era impossível elas estavam completamente molhadas, encostou-se na porta e observou a mulher sentada na cama que o observava com certa satisfação, Estou  sendo chantageado por uma puta, pensava ele com frustação.

– Temos um trato? – Disse a mulher levantando e estendendo a mão para Nildan.

– Eu tenho escolha? – Respondeu com a voz tremula.

– Então cadê a carta? – Nildan a retirou do bolso e entregou a mulher, que a pegou e a examinou brevemente – aonde posso lhe encontrar na alvorada?

– Irei sair da cidade pelo portão oeste, mas a carta será realmente enviada?

– Eu garanto que essa carta chegará a Naua em menos de um dia e meio, mas você garante que eu sairei da merda desta cidade?

– Garanto – disse com a voz baixa.

– Quero certeza nesse acordo, hospede de Nouza – ela matinha uma expressão de contentamento e entusiasmo – ou então acho que você não sairá desse fim de mundo.

– Temos um acordo, mas posso pelo menos saber o seu nome? – disse tentando com a voz um pouco mais firme para esconder um pouco sua fraqueza.

– Sua segunda atitude inteligente da noite, meu nome é Verena, e qual seria o nome do hospede de Nouza?

– Nildan.

Ela aproximou de Nildan e o abraçou fixando seus belos olhos cor esmeralda nos olhos dele – Não precisa mais ficar nervoso, temos um acordo bom para os dois lados – aproximou seus lábios macios nos de Nildan lhe dando um pequeno e suave beijo – Agora lacramos o acordo, te vejo ao amanhecer.

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