Revisitando Lima Barreto [BEDA #26]

Esse ano a Feira Literária de Paraty vai acontecer no final de julho e o escritor homenageado será Lima Barreto, um clássico da literatura nacional. Se você leu ou já ouviu falar em Triste Fim de Policarpo Quaresma, O Homem que Sabia Javanês e Cemitério dos Vivos, você sabe de quem eu estou falando.

Meu primeiro contato com Lima Barreto foi na escola, Triste Fim de Policarpo Quaresma era um livro obrigatório e eu era uma adolescente relativamente tranquila que já gostava de ler, mas não li porque eu achava o fim da picada ler algo por obrigação. Pensando nessa minha falha com o Lima vou aproveitar que tenho o livro aqui em casa e pagar essa dívida, se der certo podem esperar crítica por aqui na semana da FLIP 😉

Foi na escola que aprendi um pouco sobre ele, sua amizade com Monteiro Lobato e como sua escrita foi importante para a literatura brasileira. Claro que o que eu vi na escola não foi muito porque a gente não tinha tempo para destrinchar a vida de cada autor, mas fiquei super feliz em saber que ele vai ser homenageado na Feira. Achei a oportunidade ideal para conhecer um pouco mais sobre ele e relembrar aquilo que eu vi na minha época de ensino médio (chocada que esse ano faz 10 anos que terminei o ensino médio).

E sabe qual é a melhor parte dessa homenagem? É que já tem editoras programando edições especiais e republicações de alguns livros dele que já estavam fora de circulação e também de livros sobre ele. Pense na emoção de ter acesso aquele livro que você procura há anos, mas que já estava esgotado? É para glorificar de pé!

Se você se interessou por isso se prepara para anotar que eu vou deixar explicadinho qual livro cada editora vai publicar e você só vai precisar correr para o abraço:

  1. A Companhia das Letras lança em junho a biografia do autor escrita por Lilia Schwarcz e uma nova edição de Cemitério dos vivos e Diário íntimo, tendo a organização de Augusto Massi. Vão lançar nova edição do romance Numa e Ninfa (1915), que se passa no tumultuado ano eleitoral de 1910.
  2. A Autêntica publica, em julho, uma nova edição da celebrada biografia A vida de Lima Barreto, de Francisco Assis Barbosa, publicada originalmente em 1952.
  3. A e-galaxia traz Lima Barreto e a literatura, antologia de crônicas do autor organizada por Felipe Correa Botelho e uma coletânea de ensaios a cargo de Beatriz Resende
  4. A Verso Brasil Editora lança, entre junho e julho, uma edição revista de uma das obras fundamentais sobre o autor: A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, de Edgard Cavalheiro, que reúne as cartas trocadas pelos autores entre 1918 e 1922.

São sete livros publicados pelas mais diversas editoras que vão te dar a possibilidade de conhecer não só a obra escrita por Lima Barreto como a vida dele através das biografias e correspondências dele com Monteiro Lobato. Confesso que depois de saber da história de que Lobato era racista eu fico bem curiosa para saber como ele se relacionava com um escritor negro.

Acho que já tenho um campeão para as compras pré FLIP Hahahahaha

Prometo que na semana da Feira ainda vamos falar sobre ele, então não se afobe, mas já prepara o coração para falar sobre literatura brasileira clássica 😉

Até a próxima!

Ana.

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