Ptah – Parte Três

Olá, meu bom leitor.

Mais uma quinta-feira e mais um conto.

Estou muito feliz com todos que me mandaram e-mails dizendo que este conto está muito bem escrito, eu me esforcei muito para chegar ao resultado final do texto.

Os links das outras partes:

Parte 1

Parte 2

Tenha um ótimo ponto para ler!

Ptah – Parte Três

PRAGA

O esperado era que Isis o encontrasse na cabana dois dias após o a fuga dele, mas já era o terceiro dia e nenhum sinal.

Ele já acreditava no pior pensando que Regalis poderia realmente ter descoberto quem era Isis e a ter capturado. Ptah estava apreensivo, se voltasse ao feudo ele seria preso assim que alguém visse seu rosto e se realmente conseguisse por alguma jogada de sorte encontrar-se com Isis, como fugiria com ela em segurança?

Estava completamente preso em seus pensamentos, andava de um lado para o outro na cabana pensando qual seria a melhor opção, mas estava certo de que não iria se deitar com Regalis.

Em meio aos seus devaneios, perdido entre o medo e o desespero Ptah foi surpreendido por um enorme estrondo vindo de fora. Mesmo assustado ele foi correndo para ver o que poderia ser aquilo.

O céu estava com uma nuvem gigantesca de cor cinza escura que crescia de maneira assustadora. Da nuvem veio outro estrondo e dessa vez no seu interior um brilho vermelho surgiu como um pulso.

– Mas o que é isso? – Ptah exclamou de medo.

O estrondo foi maior e dessa vez o brilho do interior da nuvem veio com mais intensidade, o terceiro estrondo teve tamanha força que uma coluna de fogo perfurou a grande nuvem de dentro para fora, a onda do som foi tão forte que fez Ptah cair sentado no chão.

Da coluna de fogo que saía da nuvem e chegava ao chão um homem saiu das chamas com uma roupa preta.

– Então você é o Ptah – disse ele com uma voz grave.

Ptah não sabia o que responder.

– Vamos direto ao assunto, meu caro.

Ptah continuava sem saber o que responder.

– Todos em Lothus estão em um grande perigo – do canto esquerdo de sua boca saiu uma fina fumaça – incluído é claro sua amada Isis.

– O… o que você… fez?

– Digamos que sou a causa da mudança, sou o arauto da força de ação do universo – seus olhos variavam de vermelho a negro – sou o que pode lhe dar o que é justo e merecido, mas é necessário que você seja o agente de ação.

Ptah voltou a não saber o que dizer ou fazer apenas continuou sentado olhando aquele homem.

– Venha Ptah levante-se – o homem lhe estendeu a mão e o levantou – caso você tenha interesse em salvar alguém terá que buscar uma coisa para mim.

– O que você fez com a Isis?

– Não se preocupe com ela agora, o seu dever agora é pegar uma coisa para mim.

– Mas e a Isis, como vou saber que ela…

– Eu não vou causar nenhum mal a sua querida ou a qualquer um que more naquele buraco que você mora, mas posso melhora-lo caso você me ajude.

– O que fez com Lothus?

– Digamos que se você não trouxer o que eu quero até amanha, sua querida Lothus será apagada do mundo. Imagine o chão se abrir e engolir toda uma sociedade.

– O que você quer?

– Um objeto, guardado em uma caverna.

– Se você pode destruir Lothus do dia para a noite porque não pega você mesmo o que quer.

O homem soltou uma gargalhada e a fumaça ainda saía de sua boca – Eu gosto de você por isso, pegue este objeto para mim e eu farei o que você quer.

– Salvar Isis?

– Este é o seu desejo? – o homem ria de satisfação.

– Sim – Ptah disse com certeza que deseja salvar sua amada.

– E Lothus? Seus Pais? Amigos? Eles não merecem viver também?

Ptah foi pego por uma onda de sentimentos – Eu posso salvar eles também?

– Não, não e não – o homem falava com um tom descontraído como se não se importasse com os conflitos internos do rapaz – ou a cidade ou a Isis, é um desejo. E mais, se você escolher a cidade sua amada não estará inclusa, pois pelo que eu sei ontem você e ela se auto declaram seus próprios senhores. A vida é feita de escolhas.

– Por que você esta fazendo isso comigo?

– Essa era uma pergunta que eu queria ouvir – o homem lhe deu uns tapas no peito – a minha missão é salvar uma cidade do pecado de seus governantes, mas não me disseram que cidade ou em que época. Apenas salvar. É o que eu estou fazendo, salvando uma cidade. Não sei qual, mas salvarei uma.

– Mas a única cidade que tem é Lothus, não consigo…

O homem pousou a mão na boca de Ptah – Não tente entender o que eu estou fazendo, eu tenho a minha maneira de trabalhar e você está no meu plano. Pegue este objeto para mim e te concederei o seu pedido. O importante é que no final eu irei realizar o meu dever. Temos um trato? – estendeu a mão.

Ptah ficou olhando a mão pensando no que deveria fazer, se realmente era obrigado a aceitar o que aquele homem dizia.

– Você não tem escolha – disse o homem falando e o encarando seriamente – se não tentar não vai salvar Lothus e muito menos Isis. O que me diz? – Ptah apertou sua mão sem hesitar – ótimo.

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