Ponto de Referência | Erico Veríssimo

Oi pessoal!

Estamos nos últimos dias de julho e chegamos a região sul! Como não temos uma semana inteira pela frente, vamos fazer as postagens em dias seguidos para conseguir terminar o Julho Brasileiro no dia 31 e manter a mesma quantidade de posts para cada região. O escritor consagrado que escolhemos para homenagear foi Erico Veríssimo, já li e amei Incidente em Antares e tenho uma pequena longa lista de títulos dele que ainda gostaria de conhecer, então nada mais justo que falar sobre ele por aqui.

Erico Veríssimo nasceu em 1905 na cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul. Já durante a infância mostrou que tinha jeito para as letras ao criar a revista Caricatura, onde fazia desenhos e notas. Aos treze já lia grandes nomes da Literatura Nacional e Estrangeira, mas somente na década de 30, quando começou a trabalhar no jornal O Globo é que publicou seu primeiro livro, Fantoche, seleção de contos publicada em 1932.

Sua escrita pode ser dividida em duas fases, na primeira ele faz reflexão sobre os problemas sociais onde se encaixam Clarissa, Olhai os Lírios do Campo e Caminhos Cruzados. Na segunda ele tenta fazer um resgate da história do Rio Grande do Sul e escreve O Tempo e o  Vento e Incidente em Antares. Segundo o autor, foi somente na publicação de Olhai os Lírios do Campo, em 1938, que ele passou a repercutir na Literatura e foi graças a esse romance que passou a ser conselheiro literário da Editora Globo e teve papel importante na tradução de vários escritores importantes como Aldous Huxley e John Steinbeck.

Com a expansão do Estado Novo, Erico resolveu aceitar um convite para dar aulas em uma faculdade dos EUA por medo de represálias. Ele e a família viveram lá por alguns anos e ainda retornaram para mais uma temporada na terra do Tio Sam quando ele foi convidado a assumir o cargo de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana.

Começou a escrever O Tempo e o Vento em 1947 e a ideia inicial era unir duzentos anos (1745 a 1945) de história do Rio Grande do Sul em um único volume, mas a obra ganhou vida própria e acabou virando uma trilogia cujo primeiro volume, O Continente, foi publicado em 1949. O Retrato veio a público em 1951, mas o último volume, O Arquipélago só seria publicado em 1961, pois apesar de várias tentativas, o autor só conseguiria finalizá-lo após seu primeiro infarto.

O papel de Erico Veríssimo na Literatura é grande não só por sua produção, mas também pela função de curador de obras internacionais a serem traduzidas que ele desempenhou durante os tempos de conselheiro da editora Globo.

Escolhi um trechinho de uma de suas obras mais conhecidas para compartilhar com vocês:

“No dia em que achei Deus, encontrei a paz e ao mesmo tempo percebi que de certa maneira não haveria mais paz para mim. Descobri que a paz interior só se conquista com o sacrifício da paz exterior. Era preciso fazer alguma coisa pelos outros. O mundo está cheio de sofrimento, de gritos de socorro. Que tinha eu feito até então para diminuir esse sofrimento, para atender a esses apelos? Eu via a meu redor pessoas aflitas que para se salvarem esperavam apenas uma mão que as apoiasse, nada mais que isso. E Deus me deu as duas mãos.”
Olhai os Lírios do Campo
Até a próxima!
Ana.

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