O maravilhoso mundo dos Clubes de Assinaturas

Os anos de 2016 e 2017 serviram para fazer os clubes de assinaturas de livros ganharem o Brasil. Hoje temos grande oferta de clubes para todos os gostos, desde os que são mais voltados para o público adulto, como a TAG – Experiências Literárias, até os que são exclusivos para o público infantil, como o Leiturinha. Coloque aí nesse meio uma infinidade de clubes orientados para gêneros ou por idade e com uma boa pesquisa você com certeza encontrará um para chamar de seu.

O mais legal é que essa ideia não é nova. O primeiro clube de assinaturas do Brasil foi o Círculo Literário, criado em 1973. Ele funcionava como uma espécie de editora com associados que recebiam uma revista com o acervo e os lançamentos. Cada um tinha uma cota obrigatória de compra e era atendido por uma rede de vendedores a domicílio.

O sucesso do clube foi tão grande que em 1983, dez anos depois de sua criação, ele já possuía 800 mil sócios espalhados por quase 3 mil municípios do Brasil e sua rede de vendedores contava com 2.600 pessoas. Sua receita editorial se sustentava em vários pilares: qualidade gráfica dos livros, que eram feitos com capa dura e ótimo design; opções para os mais diversos gostos e novidades em todas as seções da revista, inclusive lançamentos em parceria com outras editoras, e a revista era bem produzida e com boas resenhas dos livros.

Para aqueles que, como eu, são associados da TAG, os elementos de sucesso do Círculo lembram muito o que recebemos em casa mensalmente: livros exclusivos com um projeto gráfico de respeito e uma revista cujo o diferencial é servir de apoio a leitura por trazer entrevista com o curador, curiosidades sobre o escritor e o livro do mês e vários textos que auxiliarão na contextualização da história a ser lida.

Hoje a TAG possui 20 mil associados, mas o início foi duro e a empresa quase fechou. Foram três anos de aprendizado e 2017 foi o ano em que eles passaram a investir em edições exclusivas e investiram em duas novidades: uma seleção de contos espelhados, onde foram selecionados 10 autores brasileiros para escrever releituras de contos de grandes escritores nacionais e estrangeiros, e lançaram a primeira edição com DNA exclusivo da TAG, com o livro As alegrias da maternidade da autora nigeriana Buchi Emecheta, onde tudo foi feito pela empresa inclusive a tradução, porque o livro ainda não havia sido publicado no Brasil.

Essas ideias inovadoras começaram a ser colocadas em prática no ano passado, quando no aniversário de dois anos do clube, os associados receberam a primeira edição exclusiva do livro O Vermelho e o Negro, de Sthendal, e depois com o livro Vitória, em novembro. O frisson foi enorme e percebo que esse é o diferencial da TAG hoje, a exclusividade.

O Círculo do Livro encerrou suas atividades em 1990 e após quase vinte anos de sucesso, mas deixou história e muita gente que viveu os anos de ouro do clube tem livros históricos guardados até hoje. Esse mês completamos nosso 12º livro da TAG e eu espero olhar para os livros daqui há 20 anos com o mesmo carinho que tenho ao recebe-los mensalmente.

Se você ainda não se entregou aos clubes de assinaturas literários, talvez seja uma boa hora de encontrar um para chamar de seu.

Até a próxima!

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