Minha vida – Parte Um

Olá, meu bom leitor.

O carnaval acabou e eu estou voltando à vida normal.

Ontem não postei o conto de quinta, mas aqui está ele e espero que gostem, estou tentando escrever uma narrativa sem diálogos, uma historia contada a partir de um único ponto de vista.

Vou me organizar aqui, pois estou com um texto sobre como foi a Feira Internacional do livro de Nova Delhi (clique AQUI para ver o outro post), um outro texto sobre feiras do livros que ocorrerão neste mês de março, a critica do livro “Sob a Redoma” e para postar no mais tardar segunda-feira um conto sobre como foi o carnaval da Michele.

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E por enquanto é isso.

Tenha um ótimo ponto para ler!

Minha vida – Parte Um

Apenas vou contar o que eu lembro ou então o que eu estiver com vontade de falar. Afinal de contas já estou velho e não tenho interesse de ficar falando coisas do passado igual aqueles decrépitos que se agarram a isso para se manterem vivos. Minha vida foi uma grande aventura e vou contar porque gostei de você e nada, além disso, se eu parar no meio é porque eu perdi o interesse em você.

Até os meus treze anos eu não tenho muito que falar, era um garoto que vivia em uma pequena casa de madeira e tomava de conta de um pequeno rebanho ajudando os meus pais e irmãos. A vida para mim era aquilo, o mundo para mim era aquilo, um enorme pasto verde até onde os olhos se perdiam.

Sabia que existia uma floresta mais ao longe, mas não tinha interesse de ir lá, afinal de contas fui criado ouvindo historias de que o bosque era assombrado e que viviam criaturas em suas sombras, preferia não ir lá a companhia das vacas era mais interessante.

Não sabia de nada da vida e não tinha muito interesse para saber também, era muito fechado no meu mundo, o que eu descobri depois que esse era o maior pecado que poderia cometer para comigo mesmo.

Não lembro o dia certo, nem se fazia muito calor ou se o clima estava agradável, veja bem hoje sou um velho e a minha memoria não quer muito mais a minha companhia, mas lembro-me que o sol brilhava como nunca e no horizonte eu vi algo brilhando.

Do horizonte lá longe eu consegui ver um ponto de brilho que saia do chão, nunca antes havia visto algo daquele jeito antes, era a coisa mais linda que eu já tinha visto na minha vida, depois descobri que o que eu iria ver depois daquilo dia… Bem cada dia eu viria algo mais belo que o dia anterior.

Você sabe como é um garoto na idade que eu tinha, tinha que ver aquilo o mais rápido possível, tinha que saber como algo poderia brilhar tanto, tinha que tocar.

Corri normalmente, corria e olhava para trás para ver como estavam as vacas, não poderia perder nenhuma se não meus pais me bateriam tanto depois que eu nem saberia se iria sobreviver.

À medida que eu ia me aproximando eu fui reparando que parecia um homem, mas não poderia ser um homem ele brilhava muito. Quando cheguei ao seu lado vi que poderia ser um homem de verdade, mas a roupa que ele estava usando era de ferro, nunca tinha visto aquilo na minha vida, a cabeça era de um homem, mas o corpo era todo feito de umas placas de ferro, eram tão brilhantes tive que toca-las.

No momento em que pousei a minha mão a cabeça gemeu, ele abriu os olhos de uma maneira que nunca pensei que seria capaz de abrir, me assustei e cai sentado para trás, enquanto a cabeça me olhava e gemia de dor e estendeu o braço brilhante e disse cuspindo um pouco de sangue vermelho vivo “Me ajude”.

Eu corri para chamar minha mãe e meu pai para ajuda-lo, não sabia se ela seria capaz de ajuda-lo, mas tinha que fazer algo.

Meu pai e meus irmãos levaram o que eu descobri mais tarde ser um homem vestindo uma roupa toda feita de ferro, me disseram que o nome para aquilo era armadura e que apenas cavaleiros poderiam usa-las, naquele momento eu resolvi ser um cavaleiro.

O homem passou exatamente três dias na minha casa vindo a falecer no terceiro dia, mas a sorte da minha vida veio na madrugada da sua passagem para o outro mundo.

Eu fui designado pela minha mãe para passar a noite o vigiando caso ele precisa-se de algo, ele me chamou com os olhos, não tinha mais forças para falar muito.

Eu me aproximei dele que segurou com força meu pulso e fez meu rosto se aproximar do dele.

Aquele momento eu nunca vou esquecer, ele me disse com as palavras fracas e pausadas “Pegue um mapa escondido na parte de dentro do peito e fuja, eles vão chegar e matar a todos”.

Você já deve imaginar o que fiz em seguida, não eu não peguei o mapa e fugi na verdade falei tudo para a minha mãe na manha seguinte, o pobre homem amanheceu morto.

Ela achou o mapa e pediu para que eu guardasse, ela disse que aquele ela seria o meu tesouro por ter tentado ajudar um estranho, eu o guardei em uma árvore oca próxima de casa que somente eu sabia, ela era o cofre dos meus tesouros e a vida seguiu normal por mais cinco dias até que eles chegaram.

Neste dia eu estava no pasto com as vacas quando vi no horizonte uma coluna de fumaça subindo, corri para ver o que era e parei sem saber o que fazer, minha casa estava pegando fogo.

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