Minha vida – Parte Três

Olá, meu bom leitor.

Mais uma quinta-feira e mais um conto.

Você já reparou que agora o Ponto Para Ler tem uma logo e estamos com um visual novo também? Espero que tenha gostado da nova identidade do blog.

Uma coisa que me esqueci de contar, esta história se passa no mesmo universo do meu livro e é um conto paralelo aos acontecimentos do conto “Um conto sobre amor e guerra”, se não leu é só ir à aba de contos.

Então vamos logo ao conto de hoje.

Para quem não leu as outras partes:

Parte 1

Parte 2

Tenha um ótimo ponto para ler!

Minha vida – Parte Três

As semanas que se seguiram na floresta foram as mais diferentes da minha vida inteira, ou simplesmente estava descobrindo um novo mundo que nunca havia imaginado.

Uma sociedade de animais que vivam bem ali do meu lado. E o mais estranho de tudo eles falavam.

Quando eu havia melhorado, na verdade quando eu já estava bem alimentado com aquela sopa que o macaco teimava em me dar a toda hora, o que eu descobri mais tarde se tratar de uma sopa de larvas.

            Acabei descobrindo que os animais tinham uma organização surpreendente, pelo menos para mim naquela idade. Mas de tudo o que eu ainda não conseguia me acostumar era do fato de todos eles falarem, acho que já comentei isso antes, mas essa foi à parte mais impressionante da minha vida ainda mais que eu fui o primeiro humano a ver um animal falando.

            O macaco se chamava Meiq, e era como se fosse um líder ali na floresta, bem na verdade ele não mandava em nada apenas dizia o que seria melhor e dava a sua opinião, na maioria das vezes todos os escutavam e no final as coisas davam certo.

            No meu caso ele também deu a sua opinião sobre o que seria da minha vida, me disse que estava acontecendo uma guerra entre dois reinos, o Reino da Lebre e o Reino do Touro e que eu poderia fazer algo para ajudar o rei Altenor que era o que defendia as matas e seres vivos.

            Naquele momento eu não havia compreendido direito muito sobre as questões da guerra, apenas de que eu deveria ajudar o rei Altenor e que eu seria muito útil por eu possuir o mapa.

            Passadas algumas semanas comendo aquela sopa acabei notando que o meu corpo ficou mais forte e eu acabei crescendo um pouco, claro que da maneira que você me vê hoje um velho estou longe da realidade do que eu já fui.

            Voltando aquele tempo em que fiquei na floresta aprendi muito sobre a vida na floresta, como verificar se a fruta é venenosa ou não, como retirar água das árvores e muitas outras coisas.

            Aprendi as línguas de vários animais e muitos segredos também, que por mais que você me peça não irei compartilhar.

            No final das contas aquele mesmo veado que me salvou foi o que me levou para onde deveria ir para uma floresta muito distante e muito mais antiga, de acordo com Meiq essa floresta é quase da mesma idade do mundo.

            Durante o caminho eu e o veado que se chamava Ludai vimos ao longe os mesmo cavaleiros que mataram minha família, agora eu sabia quem eram eles e sabia que não poderia enfrenta-los, não agora, tinha que seguir o mapa e encontrar a casa do Sanvor.

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