Crítica de Livro | Origem

Oi pessoal!

Hoje vim contar o que eu achei do livro Origem, lançado ano passado pelo escritor Dan Brown. Em outras oportunidades eu já falei que minha relação com o Dan é de amor e ódio e depois dessa leitura eu decretei o fim da nossa história juntos, não dá mais, sério! Só cheguei ao final desse livro porque ele foi a leitura de dezembro do Pacto Literário e eu senti que não podia deixá-lo pela metade em solidariedade aos amigos que foram até o fim. Eu já falei sobre O Código da Vinci, que foi o primeiro livro que li dele, e O Símbolo Perdido, que foi o primeiro que me fez pegar bode da escrita do autor.

Origem foi o sexto livro que li do escritor e ele traz uma nova aventura de Robert Langdon, o professor de Harvard mais pau para toda obra que você vai ouvir falar. Dessa vez, ele foi convidado por Edmond Kirsch um amigo e ex aluno a ir a Bilbao, na Espanha, para assistir uma apresentação que poderá abalar os alicerces da religião e lançar a ciência como a única capaz de dar respostas sobre a criação do universo e dos seres vivos. Daí você já espera que haja uma correria danada por vários pontos da Espanha para que a história se desenrole, mas isso não acontece. A missão de Langdon, quando se apresenta é assustadoramente simples e, apesar disso, Dan Brown conseguiu estendê-la por 105 capítulos. Esse deve ser um dos maiores livros que ele já escreveu e a pior parte é que não havia a menor necessidade para tanto.

Enquanto em Inferno ele nos fez acreditar que apesar da receita pronta ele é capaz de se reinventar, em Origem Dan pecou pelo excesso. As descrições dos locais são exageradamente detalhadas e até depois de procurar a imagem do lugar é difícil entender porque é tão importante descrever cada pedacinho dos lugares que eles vão. As explicações sobre ciência também são bastante cansativas e em vários momentos eu pulei algumas partes e elas não fizeram a menor falta para o entendimento do enredo. O acontecimento que faz com que Langdon tenha que agir e correr contra o tempo demora bastante para acontecer, apesar de você já saber o que é desde o início.

A parceira de Langdon nesse livro se chama Ambra Vidal, ela é diretora do museu Guggenheim de arte moderna, local onde acontece a apresentação de Kirsch. Mais uma personagem fraca, que o autor insiste em colocar um tom de romance que, dessa vez, não tem a menor razão de existir. Ambra se apresentou como uma personagem que tinha tudo para ser forte e decidida, mas no fim ela se mostrou ser alguém que se deixa levar e não toma muito as rédeas da própria vida, me decepcionou. Quanto ao crime, ele se preocupa em dar tantas dicas de que o culpado pelos acontecimentos é um dos personagens, que desde o início eu sabia que não poderia ser ele, por conta disso eu passei a prestar mais atenção nas características dos outros envolvidos e sem muita dificuldade descobri quem era o culpado.

A presença da família real e a necessidade de criar um embate com as religiões também foi algo completamente desnecessário, no meu ponto de vista, parece que ele se esforçou absurdamente para criar algo polêmico, mas no fim das contas a revelação não era tudo o que prometia ser. A trama foi construída em cima de um argumento fraco, que ele tentou disfarçar com um monte de acessórios desnecessários que não acrescentaram nada a história.

É difícil dizer que não quero mais ler livros dele porque eu fiquei fissurada pelo O Código Da Vinci e Anjos e Demônios, me encantei com a forma da escrita e com a ideia de conspiração, mas ele só consegue repetir essas receitas em todos os livros e ainda que seja uma série de livros independentes a falta de evolução do Professor Langdon torna as coisas ainda mais plastificadas. Uma amiga que leu disse que parece que ele vive todas essas aventuras, mas depois vive no formol até que o mundo precise dele novamente porque ele é sempre a mesma pessoa e mesmo depois de tanto tempo e tantas loucuras ele não evolui ao longo dos anos. Mesmo que Dan Brown dê a ideia de passagem de tempo entre os livros, parece que ele sempre tem a mesma idade e a mesma disposição de Anjos e Demônios.

Essa foi minha primeira experiência ruim de 2018, mas não vou desistir não! Sigo firme e forte nas leituras do Pacto, inclusive já gostaria de dizer que estou super em dia com a leitura de janeiro, A Amiga Genial, que vai sair aqui no blog na próxima sexta iniciando um projetinho bacana que vamos tocar ao longo desse mês 😉

Sinopse

De onde viemos? Para onde vamos? Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

Livro: Origem
Autora: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 432

Capa: 8,50
Continuidade: 8,00
Personagens: 7,50
Cenários: 8,50
História: 7,50
Narrativa: 7,50
Diálogos: 7,50
Revisão: 9,00

Nota Final: 8,00 – Bom.

Ana Paula

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