Crítica de Livro | Misery – Stephen King

Oi pessoal!

Faz um tempinho que não passo por aqui, né?! Sinto falta de escrever matérias por aqui, mas ainda não consegui me reorganizar completamente para voltar ao ritmo de antes… Tem muitas coisas novas e legais acontecendo fora da internet e tá sobrando pouco tempo para administrar as postagens aqui, mas eu não desisti de ser colunista, que isso fique bem claro! Eu sei que logo logo vou encontrar um jeito de conciliar tudo e o ritmo de postagens por aqui vai ficar interessante de novo. Não se preocupem!

Hoje vim falar sobre o primeiro livro do Stephen King que eu li na vida. Eu sempre tive muito medo de coisas de terror, tanto que não tem quem me faça ver um filme de terror de verdade porque eu sou muito bem resolvida com o meu medo. Por esse medão, eu nunca tive coragem de ler nada do Stephen King porque ele é super reconhecido por ser mestre desse gênero, por isso, apesar de sempre ouvir falar muito bem da escrita dele eu nunca abri nenhum livro dele.

Até que ano passado eu conheci o Luke, que é o maior fã de King de todos os tempos (inclusive, vocês podem conhecê-lo pelo blog dele também, o Um Café com Luke) e ele fez tanta propaganda do King disse tantas vezes que nem só de terror vive a escrita desse mestre que eu resolvi ler. E a Isa teve participação nisso, porque depois que ele a doutrinou e convenceu a ler Misery, eu fiquei super interessada pela história através dos comentários dela e fiquei super feliz quando o Paulo me deu o livro de presente de natal no ano passado.

Eu comecei a ler o livro em maio e só terminei em julho porque eu quase não estava tendo tempo para ler, mas a história é sensacional e eu fiquei impressionada com o desenvolvimento dos personagens. Um livro com dois protagonistas levanta um pouco de suspeitas porque se a narrativa não for bem trabalhada pode ficar monótona, mas isso não acontece com Misery e a história é bastante envolvente, principalmente do meio para o fim.

Em Misery, Stephen King nos apresenta o escritor Paul Sheldon e a enfermeira Annie Wilkes. Paul é vítima de um acidente de carro e Annie o salva levando-o para sua casa para cuidar dele. O mais curioso é que ela é super fã de Paul, por conta da história da heroína Misery, que Paul O D E I A escrever. Para ele, Misery é apenas um ganha pão, ele considera a história fraca e superficial, mas continuou escrevendo a série porque ela é super comercial e, no início, ele precisava dela para continuar a vida como escritor.

Ele já havia publicado o último volume da série da heroína chamado O Filho de Misery e estava para lá de satisfeito porque o desfecho da história possibilitaria que a partir de agora ele se dedicasse a literatura de verdade. E foi justamente no momento em que ele estava levando o seu livro novinho em folha para seu editor que ele sofreu o acidente e foi encontrado por Annie.

Só pelo fato de escolher levá-lo para sua casa e não para um hospital você já pode ver que ela não bate muito bem, mas você não faz ideia do que ela é capaz. E o máximo que eu posso contar sem ser um spoiler de fato é que, depois de algumas situações, ela o obriga a escrever um novo livro de Misery. A heroína que ela mais respeita e venera na vida.

O mais legal é que o livro é contado só pelo ponto de vista do Paul e é dividido em três partes:

  1. Annie
  2. Misery
  3. Paul

Eu achei a divisão bastante interessante, porque na primeira somos apresentados a Annie e sua personalidade. Na segunda parte ele começa a escrever o livro para sua fã número e a Annie, que é uma psicopata, faz coisas inacreditáveis com ele. Por fim, a terceira parte é mais sombria porque somos apresentados a um novo Paul, o Paul moldado pela Annie depois de tanto tempo e o desfecho, meus amigos é de cair o queixo.

Ao longo do livro fiquei tentando imaginar como as coisas poderiam se resolver e nenhuma das hipóteses que eu levantei se confirmou por completo. E foi muito bom  ser surpreendida com uma saída tão diferenciada quanto exigia a situação. Eu fiquei completamente encantada pela forma como os personagens foram apresentada e principalmente pelas transformações deles ao longo do livro. É sensacional ler um livro com uma carga de suspense considerável com acontecimentos traumatizantes que realmente modificam a personalidade dos personagens.

Você não vê o personagem principal como super heroi que passa incólume por toda e qualquer situação, Paul é de carne e osso e você consegue ver como a cabeça dele vai reagindo a cada arte que Annie apronta com ele. O livro me impressionou, eu estava curiosa para ler, sabia qual era o mote da história, mas não fazia ideia de como me apaixonaria por essa obra de arte.

Já quero ler meu próximo King e como não tenho a mesma coragem que a Isa (que está lendo It agora) eu aceito dicas para leituras mais tranquilas e não muito aterrorizantes. O sonho do Luke é me ver ler um livro de terror (Hahahahaha) Não digo que nunca lerei, mas ainda não cheguei lá. Vou precisar de um pouco mais de coragem nessa vida xD

Sinopse

Paul Sheldon é um famoso escritor que finalmente encontrou sua maior fã. Ela se chama Annie Wilkes, e é mais do que uma leitura voraz: é a enfermeira de Paul, pois cuida dos ferimentos que ele sofreu num grave acidente de carro. Mas Annie também é a carcereira de Paul, mantendo-o prisioneiro em sua casa isolada. Agora Annie quer que Paul escreva sua obra-prima, mas só para ela. Annie tem vários métodos para incentivá-lo. Como uma agulha. Ou um machado. E, se nada funcionar, ela poderá ficar ainda mais perigosa.

Livro: Misery – Louca Obsessão
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 326

Capa: 8,00
Continuidade: 10,00
Personagens: 9,70
Cenários: 9,70
História: 9,50
Narrativa: 9,50
Diálogos: 9,70
Revisão: 9,50

Nota Final: 9,45 – Muito Bom.

Eu realmente estava com saudade de escrever. Se você gostou da Crítica já pode ler o livro e me contar o que achou! Tô decidida a levar mais pessoas para o lado King da força 😉

Até a próxima!

Ana.

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