2 Young Adults que você tem que ficar de olho

Essa semana eu estava passeando pelas listas de melhores livros de 2016 da Publishers Weekly e me deparei com duas surpresas na parte de Young Adult. A primeira e mais inesperada de todas foi ver que o livro Anna e o Homem das Andorinhas, de Gavriel Savit, entrou na lista como melhor livro do gênero em 2016. Eu ganhei esse livro da Rocco e ele acabou ficando esquecido na estante. No fim de semana passado estava dando uma olhada nos livros e até pensei em doá-lo porque achei que não ia ler nunca. Não sei o que estava esperando encontrar nessa listinha, mas com certeza não era esse livro. Até porque já tinha olhado várias outras listas do site e tinha reconhecido pouquíssimos títulos. Então essa coisa de ter o livro em casa me deixou meio frenética #alok.

Se você não faz ideia de que livro é esse eu explico:

O livro conta a história de Anna Lania, uma menina que levava uma vida tranquila com o pai, professor de linguística da Universidade Jagiellonian, na Cracóvia, até ele ser detido pelos nazistas. Sozinha e sem saber se veria o pai outra vez, a garota conhece o misterioso Homem Andorinha e decide segui-lo. Conforme atravessam fronteiras, os anos passam e as estações do ano não são as únicas transformações visíveis: o corpo de Anna deixa aos poucos a aparência infantil para assumir as formas de uma mulher, enquanto o Homem Andorinha mostra aspectos surpreendentes de sua personalidade. Será que Anna realmente está segura ao lado de seu misterioso companheiro de viagem? Ao longo das páginas, Gavriel Savit mistura fatos históricos e ficção para criar uma trama envolvente, que comove os leitores e prende a atenção. Leia mais na página da editora.

Eu gosto muito de livros que misturam momentos históricos com ficção, tá aí minha fissura por Ken Follett que não me deixa mentir. Esse é o livro de estreia do autor e a minha decisão depois de relembrar a história do livro e ver sua colocação na lista é que com certeza eu vou ler ainda esse ano. Aguardem que vou fazer a crítica assim que ler. Tem um booktrailer do livro, olha só:

O outro que me chamou atenção foi  o livro Scythe, do autor Neal Shusterman. Se você conhece Fragmentados e Desintegrados já está familiarizado com a escrita do autor. Agora o livro da vez é esse que conta a história de dois aprendizes de Scythe (Ceifadores). No mundo ambientado no livro a humanidade evoluiu a tal ponto que não existe mais pobreza, crimes e nem mortes, todos são imortais. O problema é que os bebês continuam nascendo e os Ceifadores são os responsáveis por fazer o controle populacional dos cidadãos de forma aleatória.

Um mundo sem fome, sem guerra, sem doença, sem miséria. A humanidade conquistou todas essas coisas e até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem acabar com a vida — e eles são ordenados a fazê-lo, a fim de manter o crescimento populacional sob controle.
Citra e Rowan são escolhidos para aprendiz de uma foice — um papel que nenhum quer. Estes adolescentes devem dominar a “arte” de tirar a vida, sabendo que a consequência da falha pode significar perder a sua própria.

Os dois aprendizes são Citra e Rowan, que foram escolhidos por Faraday para aprender o ofício dos Ceifadores. Nenhum deles gosta da ideia, mas eles não tem escolha. Citra é designada a Curie, um Ceifador lendário e Rowan a Goddard, um ceifador que mata por puro sadismo. O problema é que só há uma vaga para o trabalho e a primeira tarefa do escolhido será matar o aprendiz perdedor. Já dá para perceber que o livro traz muitos dilemas éticos em seu interior e fiquei bem curiosa para conhecer a história completa.

Eu também gosto bastante dessas histórias bem dúbias que te fazem pensar sobre o que é certo e errado. Apesar de ainda não ter nome em português, os direitos dele já foram comprados pela Companhia das Letras e o selo Seguinte será o responsável por sua publicação ainda esse ano. Ao que tudo indica ele deve sair em abril, mas a data ainda não foi divulgada pela editora, que está em processo de tradução. Inclusive ainda não ficou muito certo se a tradução de Scythe será Ceifador mesmo, pode ser que haja algumas modificações.

Se você é louco por Young Adult você tem bons motivos para ir atrás desses dois livros.

Até a próxima!

Ana.

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